O Preço do Almoço

Preciso saber que “todo prazer tem seu preço”.

Prazer é dinheiro investido.

Prazer é tempo gasto.

Prazer pode custar menos saúde.

A conclusão não é que devamos renunciar ao prazer. Não: a conclusão é que sejamos maduros suficientemente para saber que há um preço a ser pago pela alegria.

Vale a pena o prazer se custar menos que o seu preço.

Exaurimos os recursos naturais, mas não queremos ser cobrados.

Desobedecemos a uma lei, do sistema legal ou do sistema da vida, mas queremos que o seu efeito seja suspenso no NOSSO caso.

Por isto, eu gosto de um trecho da Bíblia que diz:

“Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento” (Eclesiastes 11.9)

Pode soar ameaçador, mas é apenas um retrato da vida como ela é.

* Texto do Pr. Henrique Neto (Pastor da Igreja Batista Peniel em Gurupi-TO, publicado aqui)

Por que eu deveria derramar lágrimas?

Passeando por alguns sites, encontrei esse texto na sessão Prateleira da Ultimato.

Não sou uma pessoa que chora com naturalidade e, em geral, consideram-me forte. Fui educado na Rugby School, uma daquelas famosas escolas “públicas” em que se aprende a filosofia da casca grossa, isto é, não se deve demonstrar qualquer emoção.

Porém, li os evangelhos e descobri neles o registro de que Jesus, nosso Senhor, chorou em público duas vezes: uma por causa da falta de arrependimento da cidade de Jerusalém (Lc 19.41) e outra por causa do sepultamento de Lázaro (Jo 11.35).

Deste modo, se Jesus chorou, seus discípulos presumivelmente poderiam fazê-lo.
Mas por que eu deveria derramar lágrimas? Não estava diante da falta de arrependimento nem da morte. Estaria eu afundado na autocomiseração, sob a perspectiva de uma lenta recuperação? Estaria lamentando minha queda e fratura? Estaria vislumbrando ali o fim do meu ministério? Não, na verdade eu não tive tempo de colocar meus pensamentos em ordem.

Tive uma experiência semelhante de lamento com meu amigo John Wyatt, que é professor de ética e perinatologia no hospital-escola da Universidade de Londres, e que se tornou famoso por defender a inviolabilidade da vida humana em debates públicos sobre aborto e eutanásia.
Quando ele me visitou no hospital, compartilhamos nossas experiências de fragilidade e dependência e ambos chegamos às lágrimas. Eis a forma como ele descreveu essa situação:

“Nos primeiros dias depois da cirurgia, John Stott foi acometido por episódios de desorientação e por distintas e alarmantes alucinações visuais. Além disso, havia a inevitável humilhação de receber os cuidados da enfermagem, e a preocupação com o futuro. Enquanto estávamos no hospital, conversando e compartilhando, lembrei-me da minha própria experiência de doença e caos, alguns anos antes. Lembro-me que estávamos em lágrimas, dominados por um poderoso sentimento comum de vulnerabilidade e debilidade humana. Foi uma experiência dolorosa, mas libertadora”.

A seguir a segunda e semelhante experiência, dessa vez com a contribuição de Sheila Moore, minha fisioterapeuta e amiga:

“Foi logo após o retorno para casa, depois de sua convalescença. Stott havia acabado de voltar para descansar em uma cadeira, quando, de repente, estremeceu e suspirou profundamente. Fui ver se ele se sentia mal e percebi que as lágrimas fluíam livremente. Ele estava vivenciando uma arrebatadora liberação de toda a carga emocional e dos desafios dos eventos recentes, que ele havia pacientemente suportado sendo “um paciente”. Não há palavras a serem ditas durante uma experiência tão profunda — somente uma empatia e uma confortante mão firme em seu ombro. Pouco a pouco, enquanto a emoção cedia, assegurei a ele que não se tratava de uma experiência incomum em tais circunstâncias, e que as lágrimas são um alívio e uma forma de cura muito valiosa”.

Essa experiência completamente “inusitada” aconteceu repentinamente; foi uma surpresa que causou certo choque e dor emocional. Racionalizar tais experiências talvez seja difícil, especialmente para homens, que tendem a vê-las como uma humilhação. Porém, se encaradas com honestidade, podem ser um alívio maravilhoso. É muito valioso encarar aqueles momentos como uma preparação dada por Deus para as mudanças que se encontrariam à frente, e como um presente especial da parte dele.

[Texto retirado, com permissão, de O discípulo Radical, de John Stott, lançamento da Editora Ultimato, em março de 2011.]

• John Stott conhecido no mundo inteiro como teólogo, escritor e evangelista, é autor de mais de quarenta livros, incluindo A Missão Cristã no Mundo ModernoA Bíblia Toda, o Ano TodoPor Que Sou Cristão e o campeão de vendas Cristianismo Básico. Ele é pastor emérito da All Souls Church, em Londres, e fundador do London Institute for Contemporary Christianity. Foi indicado pela revista Time como uma das cem personalidades mais influentes do mundo.

Fato é que muitos de nós, não derramamos as devidas lágrimas. Muitos de nós somos duros, esforçamo-nos para não demonstrar “fraqueza”. Eu mesmo por vezes me faço de forte para não derramar uma lágrima sequer, embora tenha momentos, dependendo da circunstância, isso se torna meio impossível, mais somente quando já estou só. Outras pessoas tem muita facilidade em chorar, choram por qualquer coisa, qualquer palavra, choram de raiva, enfim…

Tenho aprendido que como cristão, eu preciso derramar lágrimas pelas pessoas que estão ao meu redor, pela misericórdia que Deus tem por mim, e prossigo, buscando aprender em como deixar meu ombro bem próximo daquele que mais necessita.

Que possamos aprender a derramar lágrimas por pessoas que estão ao nosso lado, próximas ou não de nós, mais que graças ao amor de Cristo, nos torna um, e que por vezes esquecemos e ignoramos.

Eles também precisam da Graça do Pai

Esse ano o tema campanha de missões mundiais da JMM é  ELES TAMBÉM PRECISAM DA GRAÇA DO PAI.

O alvo da campanha é fazer com que a palavra de Deus possa chegar de uma forma mais intensa dentro dos países islâmicos. Religião essa que vem crescendo rapidamente em todo o mundo, chega a quase 1 bilhão e 600 milhões de adeptos em todo o mundo.

Além de alcançar esses povos, a JMM tem a intenção de levar ao conhecimento das igrejas batistas do Brasil um conhecimento sobre o islã, para que esses tenham uma visão real e sem preconceitos de quem são os mulçumanos.

Fazer com que os crentes brasileiros percebam as necessidades espirituais dos seguidores do Islã e os vejam como alvos do amor de Deus, por quem Jesus também e que também precisam ser alcançados pela graça do Pai.

Mais informações em http://www.elestambemprecisam.org.br/

Quando o inimigo se opõe

Texto base: Esdras 4.4,5

 

A obra de Deus sempre enfrenta a oposição do inimigo. Se há alguma coisa que deixa Satanás feliz e satisfeito é quando percebe que o trabalho do povo de Deus não se realiza em função de desunião, vaidade ou descompromisso. Muitas vezes, não percebemos isto, mas quando a obra não anda, isto acontece porque ele está se opondo aos nossos planos e atrapalhando os nossos passos. Aconteceu no passado bíblico e ainda acontece hoje:

“Todavia, o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá
e inquietava-os no edificar” (Ed 4.4).

Sim, quando aceitamos insinuações fúteis e baratas contra o trabalho a realizar-se na igreja, é o inimigo que está “debilitando as mãos” do povo de Deus. Sim, quando permitimos que palavras de desânimo venham a esmorecer o esforço que o povo de Deus vem dedicando à obra da igreja, é o inimigo que está “debilitando as mãos” do seu povo.

Sim, quando concordamos com ações e propostas que atentam contra a unidade da igreja de Cristo, é o inimigo de nossas almas que está “debilitando as mãos” daqueles que deveriam se consagrar ao trabalho do Senhor.

Os inimigos de Israel agiram assim. “Alugando”, inclusive, alguns líderes para atuarem como conselheiros entre o povo de Deus, eles conseguiram frustrar o melhor andamento da obra durante todo o período restante do reinado de Ciro, o rei da Pérsia, aquele que ordenara o retorno dos judeus e a reconstrução do templo. Como o texto nos menciona claramente isto, ficamos sabendo então que, pelo menos, por cerca de 40 anos a obra ficou “embargada” como se diria na linguagem jurídica de hoje. Ou seja, não andou, não prosperou, não se concretizou em função dos “embargos” levantados pelos inimigos contra a sua empreitada.

Hoje, temos “conselheiros” agindo sobre a igreja de Cristo. Conselheiros perniciosos como a mídia moderna. Os nossos “Zorobabel” e “Jesuá” de hoje não devem se deixar envolver por tais conselhos.

 

Oração para o dia:
Senhor, dá-me a mim e à minha igreja o cuidado para evitar os falsos conselheiros que o mundo coloca na mídia de hoje.

Fonte: www.batistas.com