Até breve, IFTO! Olá, UFT!

Após 7 anos de Instituto Federal, posso resumir tudo em uma única palavra: gratidão.

Gratidão que se estende a cada colega servidor que contribuiu para o meu desenvolvimento profissional. Aos amigos técnicos administrativos por me concederem a honra de os representar no Conselho Superior.

Aos colegas da área de Tecnologia da Informação, a gratidão pela troca de conhecimento que tivemos em todo esse período. Cada dificuldade e solução implementada tem o dedo de todos nós, seja no desenvolvimento, infraestrutura ou suporte.

Ontem eu encerrei um período de 4 anos de viagens constantes de Palmas a Paraíso para trabalhar e a partir da próxima segunda, 13, ainda estarei colaborando com a educação, só que agora em novo endereço de trabalho, às margens do lago de Palmas, na UFT.

Desejo, de coração, que o IFTO continue crescendo e se destacando em todos os setores. Aos colegas do Campus Paraíso do Tocantins e Campus Gurupi (onde iniciei minha jornada no IF), desejo sucesso e felicidades!

Meu vínculo com o IFTO ainda permanece, enquanto aluno de graduação, então, pode ser que nos esbarremos em algum corredor do Campus Palmas ainda.

Até breve, IFTO! Olá, UFT!

Carta aberta ao Professor Elion Sarmento

Prezado professor Elion,

Gostaria de esclarecer alguns pontos levantados em sua última fala, que deixarei disponível abaixo para a conferência dos demais servidores que porventura venham a ler este texto:

Sobre a acusação de trair o segmento técnico administrativo

Ao realizar o seu levantamento de dados para levar ao debate, V. Sa. deve ter esquecido de fazer o básico: consultar os demais técnicos administrativos para confirmar a sua afirmação. Lembro que o senhor mesmo já havia me questionado sobre o assunto, ainda no passado quando pensava em ser candidato, sobre os votos proferidos à época do ponto. Nunca escondi de ninguém que era favorável à implantação, inclusive dos colegas do Campus Paraíso do Tocantins, o qual pude escutar a opinião de cada um durante uma reunião realizada na sala de reuniões. Na votação do Consup, segundo a ata que V. Sa, tem conhecimento, me abstive de votar no tema, pois haviam colegas favoráveis à implantação e colegas contra a implantação. Portanto, a acusação proferida de que traí o segmento após pedir voto para ser conselheiro é leviana e não condiz com a realidade, atendendo a propósitos puramente eleitoreiros.

Mensagens em redes sociais

Encaminhei mensagem ao seu whatsapp pessoal, pois avaliei suas ponderações e postura durante o debate muito ofensiva e desconectas com o cunho das perguntas proferidas, comparando performance da ex-presidente Dilma ou com a performance do candidato Pr. Everaldo, no youtube e facebook. A segunda mensagem encaminhada, em sua página de campanha do facebook, foi sobre questões referentes ao seu plano de gestão, que aliás, não foi respondido. Por fim, peço desculpas pelo modo como foram tratadas as questões, desejo sucesso em sua empreitada. Atenciosamente, Samuel Barbosa
Conselheiro – Representante Técnico Administrativo 4º Titular
processos de redistribuição no MEC

A saga dos processos de redistribuição no MEC

Há alguns meses atrás eu escrevi sobre como o Ministério da Educação havia mudado as regras para redistribuição na esfera da educação. Pois bem, hoje venho atualizar sobre tudo o que ocorreu nesses 2 meses e o que podemos esperar daqui pra frente.

Como falado no outro post, vários servidores decidiram se juntar pra montar cartas e encaminhar para as instituições federais e sindicatos, com a finalidade de obter apoio no contra-argumento ao MEC.

A ação surtiu efeito: vários reitores de Institutos Federais encaminharam solicitações ao CONIF (Conselho dos Institutos Federais) para tratar do tema e a FASUBRA decidiu comprar a briga também e conseguiu uma reunião com o MEC para tratar deste e de outros temas.

Leia agora: Fasubra questiona interpretação do Ministério da Educação para redistribuição

O Reitor do IFTO, Francisco Nairton do Nascimento, me respondeu na última semana (das cartas enviadas, foi o único que me deu resposta formal) também com a mesma informação obtida pela Fasubra.

Publicações devem ser retomadas em breve

Segundo os representantes do MEC, o entendimento acerca da existência ou não de concurso público na instituição que irá ceder o servidor não irá interferir nos processos de redistribuição. A vedação se manterá, como já era praticado anteriormente, caso haja concurso na instituição que irá receber o servidor, isso para os casos em que a redistribuição se dê de cargo ocupado por cargo vago.

Os processos devem ser reanalisados e as publicações no diário oficial da união devem ser retomados em breve.

Cabe aos servidores agora manter a calma e ser pacientes durante o processo.

Não podemos deixar de agradecer aos servidores que se empenharam na construção das cartas, textos e que fizeram levantamento de contatos de diversas instituições federais.

desenvolvimento web com django

Desenvolvimento Web com Django: Organizando o ambiente

Recentemente eu comecei a aprender como trabalhar com o framework Django no curso Welcome to the Django e gostaria de deixar registrado aqui, como é o processo de organização para trabalhar com projetos de desenvolvimento, um padrão que pode ser rapidamente assimilado para a vida.

Então, vamos aos passos:

Instalando as dependências

Pra não correr o risco de danificar seu sistema operacional, vamos utilizar o pyenv para gerenciar nossa instalação do python e criar um ambiente virtual para desenvolver com o django. O primeiro passo, é atualizar os pacotes e instalar as dependências (ps: estou utilizando o ubuntu 17.04):

sudo apt update
sudo apt upgrade
sudo apt install -y make build-essential libssl-dev zlib1g-dev libbz2-dev libreadline-dev libsqlite3-dev wget curl llvm libncurses5-dev libncursesw5-dev xz-utils tk-dev git

Baixando e instalando o pyenv:

curl -L https://raw.githubusercontent.com/pyenv/pyenv-installer/master/bin/pyenv-installer | bash | bash

Abra o .bashrc e adicione o conteúdo conforme a indicação no final da instalação, que deve ficar assim:

nano .bashrc

E adicione ao final do arquivo:

export PATH=”$HOME/.pyenv/bin:$PATH"
eval "$(pyenv init -)"
eval "$(pyenv virtualenv-init -)"

Feche o terminal e abra novamente.

Agora que o pyenv está instalado, vamos proceder para a instalação do python.

Lista as versões disponíveis para instalação

pyenv install -l 

Vamos instalar o python 3.6.1

pyenv install 3.6.1

Com o comando pyenv versions, verificamos que temos a versão do sistema e versão que instalamos dentro do diretório local do usuário, sendo que a versão do sistema está como padrão (*):

pyenv versions
* system
3.6.0 (set by /home/smkbarbosa/.pyenv/version)

Vamos alterar isso com o comando abaixo:

pyenv global 3.6.1

Execute o pyenv versions novamente e verá que o padrão agora é a nossa versão instalada pelo pyenv.

Organizando o ambiente para o Django

Agora que o python está ok, vamos instalar o django. Gravei essa parte com asciinema e é muito simples de seguir.

Antes, adicione no .bashrc a seguinte linha:

alias manage='python $VIRTUAL_ENV/../manage.py'

Isso será o nosso atalho equivalente a python manage.py e facilitará bastante a execução de comandos.

 

É isso, mãos à obra!

Fonte

redistribuição mec bola rolando

O dia que o mec mudou as regras com a bola rolando

Conseguir trabalhar perto de casa é o sonho de todo trabalhador. No setor privado, são muitas as variáveis pra dar certo. No setor público também, e depende da boa vontade da administração. Você pode entender morar perto com:

  • Trabalhar na esquina de casa;
  • Trabalhar no mesmo bairro;
  • Trabalhar na mesma cidade;

Muitas pessoas entram no serviço público pela possibilidade de estabilidade financeira  e tal, você certamente é concursado, ou já tentou alguma vez, ou não tem interesse em ser servidor público. O fato é que muitas vezes, quem fica bem classificado na lista de espera consegue assumir em outro órgão ou é encaminhado, no caso de Institutos e Universidades Federais, para um Campus longe da cidade que mora.

As pessoas assumem vagas assim na esperança de conseguir futuramente ir para uma cidade de interesse, geralmente familiar, e isso é possível graças aos seguintes meios, dados pela lei 8.112/90:

  • Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede e pode ser
    • I – de ofício, no interesse da Administração;
    • II – a pedido, a critério da Administração;
    • III –  a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:
      • a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;
      • b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;
      • c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.
  • Redistribuição: é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos:
    • I – interesse da administração;
    • II – equivalência de vencimentos;
    • III – manutenção da essência das atribuições do cargo;
    • IV – vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
    • V – mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;
    • VI – compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.

Os seis itens acima já dão a previsão pela lei de qual critério deve-se utilizar para poder redistribuir um servidor. Então como isso funciona na prática? Você pode ter os seguintes casos interessados:

  • Administração oferece um cargo vago (aposentadoria/vacância) para outra instituição em troca de um cargo ocupado (servidor), ou:
  • Administração oferece um cargo ocupado por outro cargo ocupado.

E como a instituição sabe quem tem interesse? Bem, geralmente o servidor entra em contato pra saber as possibilidades e se achar um servidor interessado em permutar, ou uma vaga ociosa, que não está comprometida com concurso público, a administração se encarrega de fazer a solicitação, claro, depois de uma entrevista com o servidor para verificar se o mesmo seria o adequado ao perfil da instituição. Há ainda outros órgãos que fazem concurso de redistribuição, ampliando a chance de encontrar um servidor com a melhor competência para o órgão.

O Mec e a “obediência” ao TCU

Aqui entra a história da Redistribuição por Reciprocidade, quando uma instituição oferece um cargo vago em troca de um ocupado. Em 2014 o TCU julgou um acórdão sobre a temática e que só em Abril/2017 o MEC se pronunciou às instituições federais.

A grande questão está na letra “C” do parágrafo 4º:

c) A redistribuição por reciprocidade, por norma, está atrelada à inexistência de concurso público vigente ou em andamento para os cargos interessados na redistribuição. Assim, no ofício, deve constar declaração do dirigente máximo da instituição de que o código de vaga eventualmente ofertado não está comprometido com concursos em andamento ou em vigência.

Até aí, tudo certo. Todo servidor público sabe que se tiver concurso rolando, a redistribuição fica impossibilitada.

Extraoficialmente, o MEC está parando todas as redistribuições por reciprocidade em que há concurso aberto, tanto na origem do servidor (cargo ocupado), quanto no destino (cargo vago), independente de quando o processo foi aberto e de ter mudado as regras depois de 2 anos e meio do julgamento no TCU.

A Coordenação-geral de Gestão de Pessoas do MEC ficou de publicar uma nova portaria regulamentando todo o processo, e até agora, só se há conhecimento de processos que foram indeferidos através de contato telefônico, mais nenhuma das instituições interessadas foi responsável.

Agora, alguém poderia explicar como o cargo ocupado pode estar comprometido com concurso público?

Eu e mais uma centena de servidores temos processos parados por lá, aguardando ansiosamente qual será a próxima peça que o MEC irá mover. Enquanto isso, temos um grupo no whatsapp discutindo a questão e anotando todos as redistribuições que saíram esse ano que foram contra o que estava especificado no ofício, inclusive depois da divulgação dele.

Também foi elaborada uma carta, com o apoio da FASUBRA e encaminhada a várias universidades e institutos federais solicitando apoio ao entendimento que temos referente ao assunto. Leia a carta e compartilhe com os servidores que você conhece.

Carta – Fasubra

 

 

Linux WannaCrypt ransomware

O Wannacry deveria fazer você considerar em utilizar o Linux! Saiba o porque!

O Ransomware esteve em alta nas últimas semanas. Em um único dia, o WannaCrypt manteve refém mais de 57 mil usuários em todo o mundo, exigindo uma bagatela entre US$300 e US$ 600 em Bitcoin. Não pague e dê adeus aos seus arquivos. Antes de qualquer coisa, tome o WannaCrypt como um alerta: faça backup dos seus dados o quanto antes. Fim de papo. Com uma cópia consistente dos seus dados, caso você tenha problemas com ransomwares ou qualquer outro problema, você só precisa reinstalar o sistema operacional, restaurar os dados e voltar ao trabalho.

Agora, se houve algum tempo para o Linux brilhar no desktop, esse momento é agora. Sim, eu sei. Você deve estar arregalando os olhos e pensando: Isso de novo? Toda a internet fala disso.

Veja bem: esse ransomware em particular é desagradável. Considere isto:

  • Possui a capacidade de se espalhar;
  • Explorar uma vulnerabilidade conhecida do Windows;
  • Usa o protocolo SMB, que não é frequentemente filtrado dentro de redes corporativas;
  • As ferramentas por trás do WannaCrypt (Eternal Blue e DoublePulsar) se originaram dentro da NSA;
  • Computadores em 150 países foram afetados (empresas de logística, montadores de carro, empresas de telefonia, hospitais pela Europa).

Todos os fatos acima (e mais alguns) você pode comprovar pesquisando as notícias relacionadas (e a história da pessoa que parou o ataque). O problema é que o WannaCrypt não é o primeiro do seu tipo. Na verdade, os ransomwares têm explorado vulnerabilidades do Windows por muito tempo. O primeiro ataque de ransomware conhecido foi chamado de “Trojan de Aids”, que infectou as máquinas Windows em 1989. Este ataque particular de ransomware mudou o arquivo autoexec.bat. Este novo arquivo contou a quantidade de vezes que uma máquina tinha sido inicializada: quando a máquina atingiu a contagem de 90, todos os nomes de arquivo na unidade C foram criptografados.

O Windows, é claro, não é a única plataforma a ser atingida por ransomware. Na verdade, em 2015, o ransomware LinuxEncoder foi descoberto. Esse bit de código mal-intencionado, no entanto, só afetou os servidores que executavam a solução de comércio eletrônico Magento.

A questão importante aqui é esta: os desktops Linux tem sido o alvo de ataques de ransomware? A resposta é não.

Tendo isso em mente, é muito fácil tirar a conclusão de que agora seria o melhor momento para começar a implantar o Linux no seu desktop.

Linux…

Já posso ouvir os seus argumentos, e eles são meio cansativos. O principal problema: o software. Vou contrariar seu argumento dizendo isso: A maioria dos softwares migrou para um modelo chamado Software como Serviço (SaaS) ou para a nuvem. A maioria das pessoas geralmente trabalham através de uma navegador web. Chrome, Firefox, Edge, Safari, com poucas exceções, SaaS não se importa. Com isso em mente, por que você quer os seus funcionários utilizando um sistema vulnerável?

Considere o seguinte: Se você tem um funcionário que precisa realizar uma atividade externa à empresa e você precisa fornecer o transporte, você dirigiria um carro com um problema conhecido? Digamos, você sabe que o carro tem um problema no motor uma avaria e poderia dar problemas durante a viagem. Esse fracasso poderia (na melhor das hipóteses) ser a causa do empregado perder um dia de trabalho e (na pior das hipóteses) por em perigo a vida desse empregado.

Você enviaria de bom grado aquele funcionário no veículo? Não, você não faria isso.

Aplique a mesma analogia aos computadores de sua equipe. Por que você deseja que eles trabalhem com uma plataforma que sofreu de vulnerabilidades conhecidas para levar a tais façanhas como o WannaCrypt? Vulnerabilidades que, na melhor das hipóteses, faz o empregado perder um dia de trabalho e, na pior das hipóteses, impactar negativamente os seus lucros e linha de produção? A diferença aqui é que você estaria (e está) disposto a implantar sistemas que são mal formados e longe do compromisso.

Nada é perfeito

Não me interpretem mal, não estou dizendo que o Linux é perfeito. Qualquer sistema conectado a uma rede pode ser vítima de algo. Mas a verdade da questão é, por design, o Linux é muito menos suscetível aos gostos do WannaCrypt do que o Windows. Como eu sei disso? Bem, os problemas relacionados a falhas no linux são rapidamente corrigidos e não vemos grandes falhas causadas por conta de ransomwares no mundo Linux, seja servidores ou desktops.

Imagine que você implantou o Linux como o sistema operacional padrão para os computadores da sua empresa e essas máquinas funcionaram como campeões desde o dia em que você as configurou a primeira vez até o dia em que ocorreu alguma falha de hardware. Isso não soa como uma vitória que sua empresa poderia ter? Se seus funcionários trabalham principalmente com SaaS (através de navegadores da Web), então não há razão que o impeçam de fazer a mudança para uma plataforma mais confiável e segura.

Não tema a mudança

As pessoas temem a mudança. Mas esse medo tem sido atenuado com os usuários que trabalham, principalmente dentro de uma ferramenta que detém uma quantidade significativa de universalidade. Estou falando sobre o navegador web: um pedaço de software que qualquer um pode usar (com facilidade) independentemente do sistema operacional utilizado. Isso, por si só, colocou a plataforma nas sombras. Assim, a menos que sua empresa dependa de um sistema de software proprietário, que foi projetado para (e só funciona em) Windows, não realizar a mudança para desktops Linux é convidar os problemas para dentro da empresa.

A comunidade Linux está sempre disposta a ajudar você.

Tradução feita para o SempreUpdate!

Fonte

Aprenda a fazer perguntas técnicas e obter respostas de qualidade

Este post foi traduzido para o portal Sempre Update

Se você é um usuário de computador, leigo ou avançado, certamente já deve ter se deparado com alguma situação em que precisou procurar ajuda na internet. O artigo que você lerá a seguir é um caminho para auxilá-lo a fazer perguntas inteligentes, obter respostas fantásticas e melhorar os fóruns da vida, com conteúdo de qualidade para resolução de problemas. Boa leitura.

As pessoas as vezes subestimam o quanto a qualidade de uma pergunta pode ter impacto na qualidade e tempo de resposta que uma consulta irá receber. Perguntas bem trabalhadas recebem respostas muito melhores e em menos tempo.

Pesquisa

O processo realmente começa bem antes de fazer a pergunta. O primeiro passo é garantir que você fez a devida investigação para tentar resolver seu problema sem ter que pedir. Realizar uma pesquisa na web, verificando instâncias relevantes e listas de discussão, ler o manual e navegar na FAQ deve ser considerado o mínimo antes de inserir uma nova pergunta. Isso não só garante perguntas que não surgiram antes, mas o prepara para fazer uma pergunta melhor. Quando você está fazendo uma pergunta em um local público, você está realmente pedindo alguém para tomar tempo para ajudá-lo. Gastar um pouco de tempo realizando a pesquisa é o justo.

Onde pedir

Uma vez que você tem certeza de que possui o que precisa para fazer uma pergunta, o próximo passo é escolher o local correto para fazê-lo. Não há nenhuma resposta correta definitiva aqui. O projeto que você tem uma dúvida pode ter um canal oficial para perguntar, mas há uma variedade de lugares para fazer perguntas técnicas através de diversos meios. Para algumas pessoas pode ser mais confortável em uma lista de discussão, enquanto outros podem preferir IRC ou um fórum. Enquanto a pergunta que você está fazendo é sobre o tema para onde você está perguntando isso, você está indo bem. Você também deve ter em conta o nível de conhecimento técnico esperado de onde você está postando a consulta, pois alguns lugares são para iniciantes e outros são para usuários avançados. Se você escolher um fórum que utilize tags e categorias, escolher o fórum correto também será importante e torna muito mais provável de encontrar alguém que possa dar a resposta que você precisa.

A Importância do Título

Agora que você tem um lugar para colocar a sua questão, a próxima parte do processo é escolher um tema ou título. Esta pode ser a parte mais sub-avaliada do processo. Quando um membro está navegando em um fórum olhando para responder a perguntas, ou um assinante em uma lista vê a sua mensagem, a primeira coisa (e às vezes apenas) eles vão ver é o assunto / título. Você deve usar um texto que seja preciso, específico e descreva com precisão o problema. Usar “Ajude-me !!!! / Socorro!!!!” não dá nenhuma indicação sobre o que sua pergunta é, e praticamente garante que a sua pergunta não vai mesmo ser vista pela maioria.

A questão em si

Com o problema resumido de forma concisa, você está finalmente pronto para fazer a pergunta. Certifique-se de que a sua pergunta é bem escrita, gramaticalmente correta e em um formato padrão acessível. Dúvidas ou perguntas que são principalmente texto-fala são muitas vezes mal escritas e ignoradas. Você deve incluir uma descrição clara do problema que você está enfrentando ou objetivo que você está tentando alcançar. Inclua o máximo de informações específicas e relevantes:

  • Se o problema é reproduzível, quais são as etapas exatas para fazer isso?
  • Se você está recebendo uma mensagem de erro ou informações de depuração, certifique-se de incluí-lo na íntegra.
  • você fez todas as alterações recentes?
  • Qual distribuição Linux e versão você está usando?
  • O hardware que você está usando é um fator?

Quanto mais relevante for a informação inserida, mais provável que você receberá uma solução que realmente funcione.

Você também deve incluir qualquer pesquisa que você fez e as etapas que você já tomou para tentar resolver o problema. Isto não só impede de receber uma solução que você já tentou, mas mostra que você já colocou esforço em resolver o problema sozinho.

Embora não seja um pré-requisito absoluto, ser cortês geralmente ajuda. Você também deve ter em mente que marcar a sua pergunta como URGENTE não é apenas má prática, mas posso garantir que não vai ajudar você a receber uma resposta mais rapidamente. Se você acabar encontrando uma solução, não se esqueça de postar uma atualização para que outras pessoas que se deparam com o mesmo problema possam se beneficiar de seu trabalho.

Apesar de que fazer uma pergunta técnica de qualidade possa parecer um monte de trabalho, também é um pouco de uma obra de arte, fazer isso não só vai resultar em receber respostas de maior qualidade mais rápido, mas pode resultar em você responder à sua própria pergunta antes de você mesmo ter que perguntar. Quando você passar a responder perguntas, além de faze-las, você vai apreciar as perguntas mais elaboradas. 

Aproveito para deixar o link do grupo do SempreUpdate no Telegram,  lá você pode obter ajuda caso tenha alguma dúvida ou problema 😉

Fonte

O humilhante fim da era Lula

Para o bem ou para o mal, Lula deixa seu nome na história do país. De líder do povo a líder soberbo e quase intocável, Lula mostra como o poder e a ganância corrompem àqueles que tentam se perpetuar no poder a todo custo. Deixo com vocês, o texto de Hugo Cilo, publicado na Isto é Dinheiro sobre o fim da era Lula.


Foto: ABr

Foto: ABr

Poucos personagens da história política brasileira tiveram tanta capacidade de convencer e emocionar multidões quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua imagem era o reflexo do povo. Origem pobre, sobrenome Silva, imigrante nordestino que deixou o sertão para vencer a miséria e encontrar um lugar ao sol na cidade grande. Com um microfone na mão, seus discursos inflamados eram de arrepiar, apesar da crônica dificuldade em acertar a concordância do verbo e o plural – algo que, provavelmente, o aproximava ainda mais de seus seguidores.

Ascendeu ao poder e liderou uma transformação social. Uma biografia que impressiona, digna de enredo de filmes e de livros. O mito Lula parecia indestrutível. Ele mesmo estava convencido disso. O último capítulo de sua história política, no entanto, está sendo escrito como um fim humilhante e melancólico. A soberba, a arrogância, a certeza de que nada poderia dar errado fizeram com que Lula colocasse no poder Dilma Rousseff – a mais incapacitada, tecnicamente falando, presidente da história da República.

A falta de concordância verbal foi substituída pela falta de sentido. Deu no que deu. Além disso, certo da impunidade, a turma governista, sob o guarda-chuva de Dilma e Lula, se curvou à tentação do crime, institucionalizou o maior e mais complexo sistema de corrupção que se tem notícia no País e empurrou a economia para uma aguda crise – que, se durar uma década, será pouco. Sob a ótica política, o pior está por vir. O iminente impeachment de Dilma, que insiste na estúpida e vergonhosa tese de golpe, não é nada perto do estrago que será causado em definitivo ao futuro político de toda a companheirada petista.

Os militantes que preservaram a capacidade de raciocinar já deixaram o partido. Sentem vergonha do chiqueiro que o Brasil se transformou. Muitos daqueles que ainda mantêm a estrela vermelha no peito, como o prefeito paulistano Fernando Haddad, ensaiam pular do barco furado, mas temem melar ainda mais a situação ao serem rotulados de vira-casaca. E, quanto mais tentam evitar o inevitável, Lula e o PT mais se afundam.

Nos bastidores, em Brasília, Lula faz promessas, oferece nomeações e negocia verbas com os parlamentares que ajudarem a derrubar o impeachment, prática semelhante ao praticado em outros episódios recentes, como o mensalão e a troca de contratos públicos por empréstimos de sítios, de tríplex na praia, por antena de celular no meio do nada e outros mimos. A velha prática “eu te ajudo, você me ajuda” – o fisiologismo que o PT tanto condenou na oposição – é a única forma que o partido de Lula conhece de fazer política e gestão da coisa pública.

O esculhambo com a democracia, a mesma que tem sido evocada de minuto em minuto pelos defensores de Dilma, se estende a todas as repartições petistas. A CUT, uma sucursal mal-intencionada do PT, disse que não reconhecerá um eventual governo Temer, ao mesmo tempo em que paga R$ 300 para cada participante que for a Brasília protestar contra o “golpe”. Não adianta espernear. Dilma, Lula e o PT fracassaram. Não apenas entre os 69% da população que considera o governo atual como ruim ou péssimo, mas também politicamente, juridicamente, moralmente, criminalmente. A era Lula, de forma humilhante, está perto do fim.

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