Vem aí a 4ª edição do Congresso Online de TI

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Acontecerá nos dias 06 a 10 de junho a quarta edição do Congresso Online de TI. Este evento reúne dezenas de  profissionais e possibilita 5 dias com um pouco mais de 15 horas de palestras por dia.

O congresso é gratuito para quem assistir as palestras no dia e hora em que estiver sendo transmitido, caso tenha interesse em assistir ou realizar o download dos áudios, você deve se tornar um membro do Congresso Online de TI.

Acesse o site, confira a programação e faça sua inscrição.

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O humilhante fim da era Lula

Para o bem ou para o mal, Lula deixa seu nome na história do país. De líder do povo a líder soberbo e quase intocável, Lula mostra como o poder e a ganância corrompem àqueles que tentam se perpetuar no poder a todo custo. Deixo com vocês, o texto de Hugo Cilo, publicado na Isto é Dinheiro sobre o fim da era Lula.


Foto: ABr

Foto: ABr

Poucos personagens da história política brasileira tiveram tanta capacidade de convencer e emocionar multidões quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua imagem era o reflexo do povo. Origem pobre, sobrenome Silva, imigrante nordestino que deixou o sertão para vencer a miséria e encontrar um lugar ao sol na cidade grande. Com um microfone na mão, seus discursos inflamados eram de arrepiar, apesar da crônica dificuldade em acertar a concordância do verbo e o plural – algo que, provavelmente, o aproximava ainda mais de seus seguidores.

Ascendeu ao poder e liderou uma transformação social. Uma biografia que impressiona, digna de enredo de filmes e de livros. O mito Lula parecia indestrutível. Ele mesmo estava convencido disso. O último capítulo de sua história política, no entanto, está sendo escrito como um fim humilhante e melancólico. A soberba, a arrogância, a certeza de que nada poderia dar errado fizeram com que Lula colocasse no poder Dilma Rousseff – a mais incapacitada, tecnicamente falando, presidente da história da República.

A falta de concordância verbal foi substituída pela falta de sentido. Deu no que deu. Além disso, certo da impunidade, a turma governista, sob o guarda-chuva de Dilma e Lula, se curvou à tentação do crime, institucionalizou o maior e mais complexo sistema de corrupção que se tem notícia no País e empurrou a economia para uma aguda crise – que, se durar uma década, será pouco. Sob a ótica política, o pior está por vir. O iminente impeachment de Dilma, que insiste na estúpida e vergonhosa tese de golpe, não é nada perto do estrago que será causado em definitivo ao futuro político de toda a companheirada petista.

Os militantes que preservaram a capacidade de raciocinar já deixaram o partido. Sentem vergonha do chiqueiro que o Brasil se transformou. Muitos daqueles que ainda mantêm a estrela vermelha no peito, como o prefeito paulistano Fernando Haddad, ensaiam pular do barco furado, mas temem melar ainda mais a situação ao serem rotulados de vira-casaca. E, quanto mais tentam evitar o inevitável, Lula e o PT mais se afundam.

Nos bastidores, em Brasília, Lula faz promessas, oferece nomeações e negocia verbas com os parlamentares que ajudarem a derrubar o impeachment, prática semelhante ao praticado em outros episódios recentes, como o mensalão e a troca de contratos públicos por empréstimos de sítios, de tríplex na praia, por antena de celular no meio do nada e outros mimos. A velha prática “eu te ajudo, você me ajuda” – o fisiologismo que o PT tanto condenou na oposição – é a única forma que o partido de Lula conhece de fazer política e gestão da coisa pública.

O esculhambo com a democracia, a mesma que tem sido evocada de minuto em minuto pelos defensores de Dilma, se estende a todas as repartições petistas. A CUT, uma sucursal mal-intencionada do PT, disse que não reconhecerá um eventual governo Temer, ao mesmo tempo em que paga R$ 300 para cada participante que for a Brasília protestar contra o “golpe”. Não adianta espernear. Dilma, Lula e o PT fracassaram. Não apenas entre os 69% da população que considera o governo atual como ruim ou péssimo, mas também politicamente, juridicamente, moralmente, criminalmente. A era Lula, de forma humilhante, está perto do fim.

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Curso online: Artes Gráficas com Software Livre

A Comunidade Sempre Update lançou a cerca de 1 mês um curso online voltado para artes gráficas utilizando softwares livres, como Inkscape, Gimp, Scribus. O conteúdo é ministrado por Bárbara Tostes.

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O curso é voltado para leigos, alunos e profissionais da área de artes gráficas e o melhor, totalmente grátis. O objetivo do curso é apresentar soluções livres para criação gráfica em geral e noções básicas de design.

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[mks_accordion_item title=”Áreas de Conhecimento/Aplicação Prática”]

  1. Introdução aos Softwares Livres – Primeiros passos e familiarização. Conhecer as ferramentas e realizar operações básicas.
  2. Imagens no GIMP, Inkscape, Scribus, LibreOffice – Saber diferenciar os tipos de imagens de mapa de bits (bitmaps) e vetores. Copiar objetos e configurar seus parâmetros, importar fotografias e objetos de clipart.
  3. Preenchimento e contorno, propriedades dos objetos
  4. Criar figuras e desenhos nos Softwares Livres – Conhecer as diferentes opções que os aplicativos permitem para criar formas e figuras. As operações booleanas (aparar, soldar, interseção) ajudam na criação de desenhos e seleções.
  5. Textos – Importar textos e gerenciar fontes (instalação de novos tipos). Diferenças de textos e edições.
  6. Vetorização de imagens – Como utilizar e aproveitar as diversas maneiras de vetorizar; redesenho.
  7. Efeitos especiais – Conhecer e aplicar efeitos que enriquecerão os trabalhos criados. [/mks_accordion_item]

[mks_accordion_item title=”Conteúdo previsto”]

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[mks_button size=”medium” title=”Acesse a comunidade” style=”rounded” url=”http://sempreupdate.org” target=”_blank” bg_color=”#000000″ txt_color=”#FFFFFF” icon=”icon-link” icon_type=”sl”]

Aprenda inglês com música

Se você quer melhorar muito o seu inglês, uma ótima ideia é estudar o idioma com vídeos do YouTube. A seguir, você vai conhecer um canal  que trabalha o ensino da língua de modo bastante detalhado – utilizando músicas.

No espaço, lições sobre a língua são dadas trecho por trecho, som por som, ideia bastante interessante para quem está começando o aprendizado.

Entenda:

[mks_button size=”medium” title=”Saiba mais” style=”rounded” url=”https://www.youtube.com/watch?v=acacRcmSDqI” target=”_blank” bg_color=”#000000″ txt_color=”#FFFFFF” icon=”icon-link” icon_type=”sl”] [mks_button size=”medium” title=”Inscreva-se no canal” style=”rounded” url=”https://www.youtube.com/user/reportercultural?sub_confirmation=1″ target=”_blank” bg_color=”#000000″ txt_color=”#ffffff” icon=”fa-youtube” icon_type=”fa”]

[mks_button size=”medium” title=”Fonte” style=”rounded” url=”https://catracalivre.com.br” target=”_blank” bg_color=”#ffffff” txt_color=”#0a0a0a” icon=”icon-anchor” icon_type=”sl”]

Migrando o blog

Pra começar o ano, migrei as postagens do meu blog (smkbarbosa.wordpress.com) para este endereço, por um simples motivo: atualizar uma única página. No menu ao lado, você pode conferir as postagens de anos anteriores.

Samuel Barbosa-48

Este ano, as informações publicadas por aqui terão um acréscimo do conteúdo discutido no Conselho Superior do IFTO, com as minhas opiniões sobre os assuntos sempre que necessário, afinal, este endereço foi priorizado também para manter o contato com os colegas técnico-administrativos.

Aproveito para desejar um 2016 de grandes conquistas a todos.

Até mais 🙂

Suplício de um estudante do IFTO Campus Paraíso do Tocantins

 Já era noite, tomei um banho, me vesti e fui para a faculdade;
Morri devido a imprudência na Br 153;
Morri por causa da poeira em estrada sem asfalto;
Morri por conta de um grande buraco na pista;
Morri por que tentei ultrapassar;
Morri por que um animal silvestre passou em minha frente;
Morri por que um caminhão se jogou pra cima de mim;
Morri por que o mato estava muito grande e não vi um veículo saindo de outra estrada;
Morri por que eu estava apenas querendo estudar;
Morri por querer um futuro melhor;
Morri por que o cheiro de carne podre dos frigoríficos por ali perto assolavam a faculdade;
Morri por que a muito tempo reivindicamos um outro caminho para a faculdade;
Morri por que não fomos atendidos por nossos governantes;
Morri por que não tive tempo de dar aquele abraço na minha família;
Morri por ver um amigo se acidentar;
Morri por ver um amigo morrer;

E, se ainda não morri, estarei sujeito a isso!

Infelizmente essa é nossa Realidade!

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Tese de doutorado sobre a “degeneração” da música brasileira

Por: Pragmatismo Político

A música brasileira está decadente – sans élégance. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma frase como essa. Refine o gênero, e as frases continuarão a fazer sentido para muitas pessoas. O funk, o sertanejo, o forró, o pop, todas as músicas consumidas pelas massas não prestam.

Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O pesquisador defende que o gênero preferido entre os nordestinos faz parte de uma engendrada indústria cultural, por meio da qual são criadas e sustentadas formas de dominação na produção e na audição desse tipo de música.

Foto: Divulgação

Segundo ele, quando uma banda de forró eletrônico recorre a canções de temática fácil, na maioria das vezes ligadas à busca de uma felicidade igualmente fácil, ela está criando mecanismos para a formação de um sistema de concepção e circulação musical. Nele, nada é feito ou produzido por acaso. Tudo acaba virando racionalizado, padronizado ou massificado.

O ideal de uma vida festeira, regada de uísque,caminhonete 4×4 e raparigas (mulheres) é hoje um símbolo de status e prestígio para muitos dos ouvintes. Ninguém quer ficar de fora da onda de consumo. Numa das partes da pesquisa, Costa analisou o conteúdo das letras dos cinco primeiros álbuns da banda Garota Safada e descobriu que 65% das músicas falam de amor, 36% de sexo e 26% de festas e bebedeiras.

“Parte expressiva das canções de maior sucesso veicula a ideia de que a verdadeira felicidade acontece ‘no meio da putaria’, ou seja, nos momentos de encontros com os amigos nas festas de forró”, escreveu Costa. “Não se produz determinada música acreditando plenamente que se está criando uma pérola de tempos idos, mas sim um produto para agradar em um mercado competitivo muito paradoxal: deve-se ser igual e diferente concomitantemente.” Ou seja, a competitividade do mercado induz à padronização dos hits.

“O que move o cotidiano é isso mesmo: sexo, amor, prazer, diversão. O forró e quase toda música popular sabem muito bem usar desse artifício para mover suas engrenagens”, explicou Costa. “Não é por acaso que as relações sexuais são tão exploradas pelas canções de maior apelo comercial a ponto de se tornarem coisificadas à maneira de clichês industriais.”

REFERENCIAL TEÓRICO

Outros gêneros musicais também recorrem a estratégias semelhantes. O forró eletrônico consegue se diferenciar dos demais ao dar uma roupagem de “nordestinidade”, criando a identificação direta com o seu público. Mas o objetivo final de todos é proporcionar diversão. O problema, segundo Costa, é que “se vende muito pão a quem tem fome em demasia”.

Costa baseou sua pesquisa no referencial teórico de Theodor W. Adorno, um dos ideólogos da Escola de Frankfurt. O pesquisador procurou atualizar o conceito de indústria cultural a partir da constatação de que as músicas do forró eletrônico são oferecidas como parte de um sistema (o assédio sistemático de tudo para todos) e sua produção obedece a critérios com objetivos de controle sobre os efeitos do receptor (capacidade de prescrição dos desejos).

O pesquisador recorreu ainda a autores como Richard Hoggart, Raymond Williams e E.P. Thompson para abordar o gênero musical a partir da leitura dos estudos culturais (a complexa rede das relações sociais e a importância da comunicação na produção da cultura), que dialogam com outro conceito anterior, o de hegemonia, de Antonio Gramsci. Pierre Bourdieu também serve de referencial teórico.

Ao amarrar essas teorias, o pesquisador argumenta que o público consumidor de músicas acaba fazendo parte de esquemas de consumo cultural potentes e difíceis de serem contestados. Neles, até o desejo acaba sendo imposto. Em entrevista a FAROFAFÁ, Costa exemplifica esse fato com a atual “cobrança” pelo consumo de álcool, onde a sociabilidade gira em torno de litros de bebidas.

“O que se bebe, quanto se bebe e com quem se bebe diz muito acerca do indivíduo. O forró não é responsável por isso, mas reforça.” Para o pesquisador, o consumo de bebidas se relaciona com a virilidade masculina, que, por sua vez, se vincula à reprodução do capital.

“Não reconheço grande valor estético (no forró eletrônico), mas considero um estilo musical que consegue, em ocasiões específicas, cumprir o papel de entreter”, afirmou. O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

Para cobrir essa lacuna sobre o gênero que iria pesquisar, Costa entrevistou nomes como Cavaleiros do Forró, Calcinha de Menina, Balança Bebê eForró Bagaço. O seu objetivo foi esquadrinhar desde uma das maiores bandas de forró eletrônico do Rio Grande do Norte até uma banda do interior que mal consegue fazer quatro apresentações por mês e cobra em torno de R$ 500 por show.

É dentro desse contexto de consumo de massa de hits que nascem e morrem, diariamente, pelas rádios e carrinhos de CDs piratas, que prevalece o forrozão estilo “risca a faca” e “lapada na rachada”, para uma população semiformada (conceito adorniano de Halbbildung), explica Costa. Sobra pouco ou nenhum espaço para nomes consagrados do gênero.Entre os extremos de quem ganha muito e quem mal consegue sobreviver com o forró, o professor constatou que o sucesso é um elemento em comum, e algo difícil de ser obtido. Depende de substanciais investimentos financeiros e também do acaso – ter um hit pelas redes sociais ajuda. É por isso que Costa afirma que Aviões do Forró e um forrozeiro tecladista independente estão em lados completamente opostos, mas ainda têm algo basilar em comum: a indústria cultural.

Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do gênero e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural. “A competição é desigualmente assimétrica para o grande Lua. O assum preto gonzagueano, nesse sentido, bateu asas e voou.”

Costa diz não ser um pessimista ou só um crítico ferrenho do forró eletrônico. Tampouco que tem pouca esperança de que a música brasileira seja apenas uma eterna engrenagem da indústria cultural. Ao contrário, é dentro dela própria que ele vê saídas para o futuro da produção nacional. “Se vejo alguma possibilidade de mudança pode estar justamente nesses estúdios caseiros de gravação de CDs, nas bandas de garagem, no funk das periferias, no tecnobrega paraense. Não afirmo que a via é essa, mas que é um devir, uma possibilidade que pode não ir para além do sistema, mas minar algumas de suas bases”, concluiu.

Leia a tese na íntegra