Unidade Constituída por Deus

Por Christie Tristão

Escolhi este tema para compartilhar com vocês hoje, porque creio que este é um assunto de extrema importância dentro do contexto Ministério de Louvor. Quando falamos de Ministério de Louvor, estamos nos referindo a um grupo de pessoas reunidas para cumprir um propósito. A respeito do propósito já compartilhamos nos artigos anteriores, e hoje iremos tratar de alguns pontos referentes aos relacionamentos dentro das equipes.

Um dos grandes desafios que enfrentamos na igreja de um modo geral, em relação ao cumprimento do propósito (a grande comissão) é a falta de unidade. No livro de João capítulo 17 em sua oração Jesus intercede ao Pai em relação à unidade com uma finalidade: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.” João 17: 20-24

Como igreja, corpo de Cristo nós temos uma missão a cumprir na terra. Fomos alcançados pela salvação, pelo amor de Deus e assim nos tornamos parte de um todo sobre o qual o cabeça é Cristo. A nossa conversão à Cristo significa renunciar o meu “eu” e me encher Dele. “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20 A nossa missão será cumprida de fato, quando entendermos que para alcançar o propósito precisamos nos esvaziar de nós mesmos e nos render à vontade de Deus, assim como Jesus nos ensinou. “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo que devia apegar-se; mas esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.” Filipenses 2: 5-7

Caminhar em unidade, renunciar o “eu”, tomar a nossa cruz, só se torna possível pela obra e graça de Deus em nós em resposta à nossa decisão pessoal de nos render ao senhorio Dele. Uma das grandes dificuldades que enfrentamos no grupo de louvor é referente aos relacionamentos de um modo geral. Toda equipe é formada indivíduos diversos, que trazem consigo uma bagagem (emocional e espiritual) distinta e pessoal. No caso do ministério de louvor, a equipe é formada por músicos que têm no seu DNA natural mais sensibilidade, necessidade de reconhecimento dentre outras características. Estas características sem a cruz de Cristo, elas se tornam grandes problemas e até mesmo um impedimento para o cumprimento do propósito que é servir à Deus e as pessoas. Um grupo de músicos cheios de si mesmo não chega a lugar nenhum, pode aprender a executar com beleza e arte a música, mas não passa disto.

Fomos chamados por Deus para vivermos o sobrenatural e irmos além de uma boa música. Temos um chamado para proclamarmos uma mensagem viva que transmite vida às pessoas. Só alcançaremos este propósito se decidirmos renunciar a nós mesmos e buscar de fato viver em unidade em Cristo Jesus.

Eu poderia enumerar vários problemas que acontecem comumente em nossas equipes em detrimento da falta de unidade, mas eu não teria como te apontar soluções humanas estratégicas que poderiam de fato solucionar os mesmos. A verdadeira solução não virá através de estratégias humanas, reuniões de unidade, ou qualquer outra atividade que não estiver respaldada e alicerçada nos princípios de Deus. Vejo em muitos lugares líderes cansados e desanimados pela falta de unidade dentro de suas equipes, tenho encontrado também pastores frustrados e desencorajados com a equipe de louvor, por outro lado existem queixas das equipes em relação ao relacionamento com os pastores e líderes. Enfim, onde há pessoas, há problemas, e onde há Deus há soluções. Eu gostaria de encerrar esta reflexão citando um texto maravilhoso que traz resposta para esta questão:

“Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento e chamados incircuncisão pelos que se chama circuncisão, feito no corpo por mãos humanas, e que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruir a inimizade. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito.” Efésios 2: 11-16, 22

Conclusão: Só cumpriremos de fato o propósito se caminharmos em unidade, se compreendermos este caminho de renúncia, esvaziamento do “eu” e enchimento de Deus. A verdadeira unidade é constituída por Deus e não por homens.

Aplicação: Gostaria de sugerir um encontro com o seu grupo para a reflexão deste tema e a partir daí definir um tempo de oração, jejum, e consagração em busca da unidade que é gerada por Deus.

Levante-se, uma e outra vez, até que Leões se tornem Cordeiros

Não me equivoquei, é verdade que na última aventura do arqueiro épico de Sherwood, interpretada por Russel Crowe, aparece uma frase antológica:

“Ergue-te e ergue-te novamente, até que cordeiros se tornem leões”.

É uma frase motivacional que cumpre o seu objetivo, impulsionar tímidos e frágeis a converterem-se em guerreiros dispostos a entregar a vida por aquilo que acreditam ser justo.

Eu proponho a frase em seu significado inverso, inspirado nada mais que nas escolhas de vida que tomou outro revolucionário, muito diferente de Robin Hood, e abalou os alicerces de “status quo” de sua época através de suas escolhas tão desconcertantes.

Jesus de Nazaré, o rabino Galileu.

Com uma visão panorâmica, basta dizer que no imaginário coletivo de seus contemporâneos, a esperada vinda do Messias estava rodeada de uma expectativa de guerra.

Mas, Jesus decidiu desde o início desistir de ser um Messias milagreiro, um líder ao estilo dos zelotes ou Macabeus.

O rosto de Deus que Jesus revelou abria as portas de amor e misericórdia a toda essa massa empobrecida, de gente cujas vidas se mantinham longe da salvação pela visão da liderança judaica de seu tempo.

O Reino de Deus havia chegado, libertando os doentes excluídos do culto no Santuário.

Chega livrando os possessos, determinando uma vitória decisiva sobre as forças das trevas.

Chega perdoando os pecadores, mais não através de sacrifícios e abluções.

Chega abrindo as portas do Reino a todas as pessoas que vivem na probreza extrema, que por sua condição, estão impossibilitados de participar diretamente dos sacrifícios rituais.

Acima de tudo, Jesus de Nazaré escolheu por mostrar em suas ações o que pode ser encontrado no íntimo de Deus, o Amor, traduzido em uma vida entregue a Humildade e ao Serviço. Jesus recusou-se terminantemente a liderança patriarcal que havia em seu tempo.

Em sua comunidade se estabeleceu um princípio de “Servir e não ser Servido. Ser o Menor para ser o Maior”.

Sua opção foi tão radical, que Ele mesmo optou por se chamar de “O Filho do Homem”, quando havia tantos títulos messiânicos extraordinários.

Jesus escolheu a imagem de identificação com a humanidade, inspirado nas visões de Ezequiel e Daniel.

Desde o começo, a comunidade cristã levou este princípio em seu seio, uma comunidade onde líderes eram, nem infalível, nem impotente, onde a liderança se baseia na soberania nem na desigualdade de uns com os outros, e sim em uma comunidade onde todos somos irmãos (o evangelho de Mateus registra uma forte advertência de Jesus para não chamar “Pai” a ninguém. Jesus adverte sobre o perigo de que a igreja se converta em um PATRIARCADO, em uma estrutura que promova a desigualdade).

Além disso, Lucas relata a tentação que Jesus teve de tomar Os reinos com sua Glória e Poder. Haverá sido uma advertência para a igreja, de que o convite para tomar o poder político ou religioso com uma intenção dominadora é uma tentação diabólica?

Mas o que aconteceu o que não tinha que acontecer.

A igreja, em diferentes momentos da história até hoje, tem cedido à tentação do mal de deixar de ser a voz da consciência dos governos para querer transformasse na esposa do poder vigente, deixou de ser perseguida para ser perseguidora, deixou de morrer pelo que amava e começou a matar pelo que acreditava.

Me assusta, hoje, em meu contexto evangélico, como se tem promovido a imagem de uma liderança baseada em formatos totalmente contraditórios com a imagem de Jesus. Hoje os líderes entendem seu papel como “ser servidos”, “ser o maior”, “sentar-se nos primeiros bancos”, etc. Sem falar do bom negócio, que para muitos, tornou-se ser um líder cristão.

Não sou radical, não me sinto confortável em uma igreja onde se abusa ou se subestima seus pastores, considerando-os meros empregados religiosos. Falo daqueles modelos que abundam hoje.

Nos modelos atuais, não se pode discordar de seu líder sem que ele imponha seus critérios e sua autoridade com frases como “Não toque no ungido” para esconder sua insegurança. Suas palavras são infalíveis e corretas, sua autoridade é assimilada cegamente, sem discernimento.

Há pessoas que não lêem a Bíblia, sua única fonte de conhecimento de Deus é o seu líder.

Hoje, digo com tristeza, vários de nós, pastores, já não escutamos os outros, só escutamos a nós mesmos. E se há algo perigoso na vida espiritual, é terminar escudando a si mesmo. E assim seguiremos, levantando impérios em nome de Deus, mais no fundo, só serão estruturas religiosas que rendem cultos e devoção ao seu líder fundador.

Talvez a tentação do diabo continue em vigor e quantos já não temos sido seduzidos em seus laços.

“Levantemo-nos uma e outra vez, até que leões se convertam em cordeiros”

Embora pareça minha proposta, não é.

Convido você para abrir a janela em Apocalipse 5. O relato nos leva a um culto celestial. No meio do trono aparece Deus com um livro em sua mão que registra a história da humanidade.

A questão é quem desatará os selos do livro? (Ou seja, quem tomará a história da humanidade em suas mãos). E ninguém em todo o universo é digno de tão importante tarefa.

De repente, João (autor do livro) chora, porque ninguém pode tomar conta de nossa história e dar um sentido e um fim.

Nesse momento clímax, alguém lhe diz para não chorar, porque o Leão da Tribo de Judá venceu.

João procura um leão, mais na cena não aparece um leão e sim um Cordeiro que em sua lã tem as marcas de ter sido sacrificado, mas continua invicto sobre a morte. Está falando de Jesus.

Que imagem mais rica em significado!

O Leão prometido é um Cordeiro.

Um cordeiro que venceu, não através da prepotência e sim através de ser fiel até a morte.

Logo no capítulo 11, aparece uma imagem misteriosa. Duas testemunhas, que tem o poder sobre os elementos da natureza, de suas bocas saem fogo para aqueles que tentam feri-los.Em todo o tempo profetizam, sem que suas profecias falhem. Somente depois de morrerem e serem ressuscitados, as pessoas reconhecem a Deus.

Parece-me que a tese é a mesma. Não é com nossas forças, nem com nossas capacidades, só quando estamos dispostos a morrer, Deus fará o resto.

Mas, infelizmente, sei que esta reflexão e muitas outras não chegarão a provocar mudanças no presente, pois os modelos atuais são muito mais atrativos. Sempre foi atrativo para o ser humano a tendência a se referir a outros e diferenciar-se dos demais. Temos perdido o chamado para influenciar nosso mundo e só nos persegue a idéias de IMPRESSIONAR.

O que nos resta então?

Que Deus nos levante com seu Espírito, que se levantem os que seguem ao Cordeiro, que se levantem uma e outra vez, para que toda a arrogância e desejos de poder cedam a oportunidade de ser verdadeiros facilitadores do Reino dos Céus.

Levante-se, uma vez e outra, até que os Leões se convertam em Cordeiros.

Autor: Ulises Oyarzun

 

 

A Igreja em Atos – Uma Igreja Modelo

O tipo de igreja que temos visto surgir hoje me faz pensar em que tipo de comunidade nós temos nos tornado. Somos uma comunidade de cristãos interessados em obter apenas as bênçãos do reino de Deus, queremos um evangelho caracterizado pelo “eu” (exemplo, quando cantamos a música: Olha pra MIM, Senhor) ou outras tantas músicas que se caracterizam pelo seu  caráter na pessoa e não em Deus, e nós temos trazido isso para dentro de nossas igrejas.

Existe um modelo de igreja, que deveria ser seguido, ou ser a base, para as igrejas atuais, algumas igrejas já partilham dessa base e aperfeiçoaram o seu modelo, outras, seguem incluindo em suas práticas atitudes que não refletem muito a mensagem de Cristo.

Para alguns líderes, a igreja está fazendo o seu papel quando, domingo após domingo, o pastor está pregando sobre salvação, sobre finanças, sobre bênçãos. Quando na verdade, a igreja só prega sobre isso, não atua, não colabora com o seu papel social, de ajudar os mais necessitados (inclua-se necessitados fisicamente e espiritualmente).

Atos 2.42-47
Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos.Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum.Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração,louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.

1. Somos UM

Crentes unidos; cuja comunhão se manifestava na vida fraternal, que é vista no comer juntos e no compartilhar dos bens para ajudar os necessitados;

A palavra comunhão, no grego do Novo Testamento, é koinonia. Esse termo também pode ser traduzido como participação e partilha.

Ao contrário do que vemos hoje, os cristãos da época se importavam uns com os outros. Muitos de nós sequer preocupamos como anda a vida do irmão, a não ser que ele conte, durante o culto de oração no meio da semana, que está passando por dificuldades (e ainda assim, raramente nos lembramos de orar por ele).

Essa passagem de Atos, especialmente o versículo 42, revela que a igreja primitiva:

1. estava disposta a aprender, pois perseverava na doutrina dos apóstolos, portanto, não se apartava do ensino;

Os crentes buscavam sempre mais conhecimento, procuravam manter o que Jesus havia ensinado aos 12 apóstolos.  Hoje, precisamos ler a Bíblia para que não caiamos em contos da carochinha, para nos manter “atualizados” sobre o que Deus espera de nós como igreja, afinal, a Bíblia é nossa única regra de fé e prática.

O apóstolo Paulo adverte mais a frente: Efésios 4.14: Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.

Um dos ensinamentos que tem se propagado por aí e que tem atigindo o meio batista algumas vezes, são as bênçãos. Não que os crentes não precisem delas, mais porque a forma como é buscada está errada. Algumas pessoas estão enfatizando as bênçãos como prioridade da sua vida, como diz Juliano Son, do Min. Livres para Adorar, as bênçãos tem se tornado o “bezerro de ouro” dos nossos dias. A prioridade da sua vida não deve ser a bênção, mais sim a glória do Reino de Deus. Não precisamos servir a Deus em troca da bênção. Precisamos servir a Deus pela glória do Reino. As bênçãos serão dádivas recebidas pelo serviço, e no tempo de Deus.

2. exercitava o amor, e esse era concretizado na comunhão dos santos, partilhando voluntariamente os bens com os necessitados;

3. cultuava a Deus, partindo o pão e nas orações, tanto no templo (formalmente) quanto nas casas (informalmente) (v. 46); e

4. propagava a Palavra de Deus, e através desta, pessoas se convertiam ao evangelho de Jesus Cristo (v. 47).

Ações sociais na igreja de Atos eram a marca da comunhão. Elas geravam o sentimento de amor no meio da comunidade, fazendo com que tivessem a simpatia de todo o povo.

Atividades que exercitavam a comunhão e o serviço, praticadas no meio Batista, hoje são raras de se ver, como:

1. Embaixadores do Rei;

2. Mensageiras do Rei;

3. Jovens Cristãs em Ação (JCA);

4. Grupo de Ação Missionária (GAM);

5. Mulheres Cristãs em Ação (MCA); – Esta por sinal, é a única que funciona em algumas igrejas, ainda assim com pouca participação.

6. União de Homens Batistas (UHBB); – Este aqui, raro de se ver. Quando alguns querem fazer funcionar, as reuniões são a base de churrasco. Bíblia que é bom, nada.

Essas organizações são modelos que fazem a igreja caminhar e crescer unida. Algumas igrejas tem aperfeiçoado a forma de trabalhar essas organizações, e por fim, surgem ministérios específicos para a comunhão da igreja. Ex: Ministério Cativar (Pib Araguaína), Pequenos Grupos (Sibapa).

As igrejas que não trabalham mais essas organizações e nem aperfeiçoaram o seu estilo de liderança, permanecem se reunindo (se é que se reúnem) como se fosse um culto de domingo a noite, com toda uma formalidade.

2. O Espírito Santo nos capacita para realizar os mesmos feitos da igreja de Atos

A obra do Espírito Santo é hoje tão eficaz na vida dos crentes como foi para os discípulos:
1. dá capacidade de perdoar o seu irmão;
2. dar poder para pregar e testemunhar a respeito de Jesus;
3. ensina o que deve dizer;
4. dar capacidade de servir;

Quanto a isso, não podemos duvidar. A igreja precisa dar ouvidos à voz do Espírito Santo e realizar atividades que engrandeçam o Reino de Deus. Sem o Espírito Santo guiando a igreja, teremos sempre igrejas falhas em algum quesito. O serviço precisa ser parte integrante da vida do crente, ser ativo, ser participativo, gerar idéias que possam transformar a comunidade a partir do bairro que está inserida.

Rogo para que igrejas, líderes e liderados, tornem-se um, pelo partir do pão, cantar e orar juntos, mas também pela parte social que toca na comunidade ao redor.

Por Samuel Barbosa
Alguns trechos extraídos do site Sabedoria do Alto

Nota: Não excluo o fato da igreja se preocupar com o seu próximo quando ocorre desastres naturais, como no Rio, Minas, São Paulo, Santa Catarina. Esse papel é essencial para a igreja. Atenha-se a realidade de igrejas locais, com uma comunidade que precisa ser amparada diariamente.

Comentários serão bem-vindos!!

Louvor mal-feito

Este artigo da Raquel Emerick traduziu os que eu andava pensando.

Por que vemos na Igreja de hoje louvor tão mal-feito? Por que os músicos do mundo são melhores do que a maioria dos músicos da igreja? Por que não temos qualidade nas músicas da igreja?

Bem, algumas questões como esta me deixam por vezes chateada ao ver em nossas igrejas, músicas mal ensaiadas, orquestras desafinadas, instrumentos mal tocados, sem contar ministros mal preparados espiritualmente falando, não levando as coisas a sério! Graças a Deus o Senhor tem restaurado o Altar de Sua Igreja quanto à postura do adorador, e muitas pessoas têm sido acordadas pelo Santo Espírito para se consagrarem e separarem a Deus!

Mas e quanto ao lado técnico? Será que podemos simplesmente orar, e não precisa ensaiar tanto, já que existe a unção de Deus? É triste ver como pessoas entram no louvor da Casa do Senhor, simplesmente achando que já sabem tudo. Às vezes, é até pior. Só porque sabem alguns poucos tons no violão, alguns acordes do teclado, ou um pouquinho de flauta, sax, ou o que seja, já começam a tocar, e acabam parando de estudar! Será que Deus aceita isso? Por que os músicos do mundo ensaiam infinitas horas?

Estes dias, eu estava meditando na Palavra de Deus e li algo que entra neste assunto de excelência! A Bíblia conta sobre como a rainha de Sabá se sentiu quando viu a excelência do trabalho do rei Salomão. Se você examinar o texto de II Cr. 9:1-8, você vai ver. Leia isto: “Vendo, pois, a rainha de Sabá a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara; e as iguarias de sua mesa, o assentar dos seus servos, o estar dos seus criados, e as vestes deles; e os seus copeiros, e as vestes deles; e a sua subida pela qual ele chegava à casa do Senhor, ela ficou como fora de si…”

O que a rainha de Sabá viu, a fez elogiar o rei Salomão. A palavra diz que ela ficou como fora de si. Mas muito mais importante do que isto, sua excelência fez com que ela louvasse a Deus, adorasse ao Senhor por tudo aquilo que ela tinha visto: “Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor teu Deus.” (v. 8). Ela exaltou a Deus: “Bendito seja o Senhor”.

Temos que buscar excelência em tudo o que fazemos para o Senhor! Ele merece o melhor de nós. Não é porque queremos impressiona-lo. Nem mesmo o melhor cantor ou instrumentista jamais poderia impressiona-lo! Ele tem em frente de Si corais de anjos, melodias lindíssimas e incomparáveis! Mas quando damos a Ele o melhor que podemos fazer, isto mostra que nosso coração sente vontade de oferecer sacrifícios de louvor, de dar a Ele algo que nos custe; mostra a gratidão de nossos corações, e espelha na verdade uma característica de Jesus: EXCELÊNCIA!

Espero que possa ter lhe ajudado em alguma coisa. Que você disponha seu coração a fazer o melhor para nosso Amado!

A serviço do Rei, olhando para o alto
Raquel Emerick
http://www.ministerioalem.com
raquelcpn@hotmail.com

*Publicado originalmente aqui