intolerância

Intolerância

Não basta eu não concordar com Lula, Bolsonaro e outros. Agora existe uma doença infantil que faz pessoas:

  • colarem adesivos no carro com a Dilma de pernas abertas na boca do tanque de gasolina;
  • baterem panela quando Dilma ou Lula falavam em rede nacional;
  • atrapalhar um evento de Bolsonaro em Palmas pra que pessoas não escutem as palavras dessa figura caricata;
  • acharem que porque não concordam com relacionamento gay, ele não vai existir porque simplesmente eu não concordo, mesmo sendo hétero e não tendo nenhuma relação com o assunto.

Tudo isso porque não basta eu não concordar com Lula, Bolsonaro ou a comunidade LGBT.

Também não quero ouvir nada diferente do que penso e mais: não quero que outros ouçam ideias diferentes das minhas. Há sinais muito ruins quando ninguém mais quer ouvir e até chegam ao ponto de impedir que outros ouçam.

Passamos a nos comportar como donos da razão julgando e adjetivando pessoas que tornam-se inimigas porque pensam diferentes de mim.

Na Síria, essa intolerância fez milhares de famílias se lançarem ao mar e perderem suas vidas tentando fugir de um país onde Governo, Estado Islâmico e outros grupos tornaram o diálogo e civilidade coisas impossíveis. Onde vamos parar?

Quando perceberemos que quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, mas apenas um outro ser humano que pensa diferente de mim?

Por quê me dói tanto que um colega de trabalho, parente ou amigo com ideias diferentes tenha apreço por uma figura pública que pensa como ele? Todo o mundo ao meu redor deve girar em torno do que considero certo e errado?

Não se combate ódio com mais ódio.

Tolerância. Passe adiante!

Vi no perfil do Higor Lira