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5 coisas que todo aluno de Sistemas de Informação deveria saber (e fazer)…

 Ou como aproveitar melhor o seu tempo na faculdade e se preparar para o mercado.

[mks_button size=”small” title=”por Tiago Baciotti” style=”rounded” url=”http://www.baciotti.com/5-coisas-que-todo-aluno-de-sistemas-de-informacao-deveria-saber-e-fazer” target=”_blank” bg_color=”#ffffff” txt_color=”#0a0a0a” icon=”icon-user” icon_type=”sl”]

Sou professor do curso de Sistemas de Informação desde 2010. Já trabalhei também com cursos de Análise de Desenvolvimento de Sistemas e Administração, atualmente trabalho na UEMG/Unidade Ituiutaba.
Muitos alunos procuram os professores para saber o que devem estudar, que caminho seguir na carreira de TI e o que devem fazer para encontrarem uma boa oportunidade após terminarem a faculdade, mas e o que devem fazer enquanto estão na faculdade?
Convenhamos que o professor de redes pode enaltecer mais sua área e o cara que trabalha com uma linguagem específica exaltará os pontos positivos da sua linguagem. Bom, apesar dessa peculiaridades existem algumas dicas que sempre, ao conversar com os alunos durante as aulas ou conversas informais, comento.
Não são as máximas ou caminhos infalíveis, tampouco o mapa da mina. Afinal, trata-se apenas de dicas pessoais baseada na experiência que tive ao trabalhar como analista de sistemas. Então leia-as decompromissadamente (ou não 😉 )

1) Enquanto estiver na faculdade, estude.

Aproveite o tempo que estiver em sala de aula. É claro que tem muitos alunos que trabalham o dia todo e vão estudar a noite e até mesmo aqueles que saem de casa às 07:00hs e só retornam às 23hs depois que saem da faculdade. Porém, independente disso o tempo que você passar na faculdade você deve efetivamente estar lá e buscando absorver informação relevante para sua área.
Você não irá gostar de todas as matérias tampouco de todos os professores. Porém, amigo, bem-vindo ao “deserto do mundo real”.
Se você vai na faculdade somente para fazer um social, pare de pagar mensalidade (se seu curso por particular) ou libere a vaga para alguém que tem interesse em estudar.

2) Não existe essa de “essa matéria não irei precisar e nem sei porquê tem no curso”

Acredite, se você tem uma disciplina no seu curso no primeiro ano que parece não ter relação nenhuma com o que você estuda é porque o lugar dela é exatamente ali. Se você tem língua portuguesa no primeiro ano da faculdade ou você precisa estudar administração ou empreendedorismo é porque você vai precisar diretamente ou indiretamente desse conteúdo.
Não tente julgar ou buscar desculpas alegando que é uma matéria que nem deveria existir no curso. O currículo do seu curso, salvo raras exceções, foi cuidadosamente pensado em preparar você da melhor forma possível. E foi feito por pessoas que estudaram um pouco mais que você e tem condições de decidir sobre o que deve ou não deve ser ensinado. Não é você que irá julgar ou decidir isso.

3) Crie uma base sólida em programação

Existem cursos com uma carga maior em programação e outros com uma abordagem mais gerencial e de governança. Mas independente disso você PRECISA aprender a programar.
Infelizmente já tive alunos que chegaram em períodos mais adiantados e não tinham condições de desenvolver um código razoável como por exemplo um acesso a banco e um CRUD em qualquer linguagem.

A maior parte dos cursos da área de TI trabalham com linguagem C nos primeiros períodos. Ok se você pensa que poderia ser uma linguagem mais moderna e mais amigável como Python ou até mesmo a brasileira Lua para trabalhar com programação estruturada nos cursos, mas independente disso você precisa aprender a programar.
E não tem dificuldade nenhuma nisso. Basicamente é um conhecimento técnico que você irá obter apenas… programando! Quanto mais horas você passar compilando, obtendo mensagens de erro, refazendo, pesquisando soluções alternativas, mais rápido você pegará o jeito da linguagem.
Não acredite em livros que pregam te ensinar programação em 7 dias ou em (!!!) 24 horas. Eles poderão claro te ensinar a sintaxe da linguagem e suas estruturas básicas mas você levará tempo para aprender a programar de forma fluente. Leia o excelente artigo de Peter Novig aqui sobre isso.
O lado bom disso é que a partir do momento que você dominar uma linguagem de forma profunda quando precisar programar em qualquer outra sua curva de aprendizado é muito menor, claro.
E por favor não entre na briga de Ruby x Python, Java x .Net ou “PHP é ruim”, etc. Escolha uma linguagem, se aprofunde e aprenda.

4) O mundo fala inglês, e você?

Alguns dizem que “inglês é o esperanto que deu certo” fazendo alusão à linguagem artifical mais conhecida no mundo. Se deu certo ou não eu não sei, mas é melhor você aprender.
Você precisa sair do verbo “to be” e pelo menos, no mínimo, ser capaz de ler textos técnicos e documentações em inglês. E isso hoje é muito mais fácil que a 20 anos atrás pois estamos expostos a todo momento ao idioma em músicas, filmes, internet, etc.
O Rubens Queiroz de Almeida, lá do Dicas-L escreveu um texto muito bacana um tempo atrás que é o Aprendendo Inglês com séries de TV. Ah, só um adendo para o texto dele é que hoje nem necessário é comprar o box de DVDs pois podemos usar o NetFlix para ver o Friends, todas as 10 temporadas estão lá ;-). Pare agora e vá dar uma lida nesse artigo dele agora e depois volte pra cá.
Mais pra frente irei escrever um post sobre como eu particularmente aprendi inglês e como foi trabalhar com indianos, chineses e argentinos (falando inglês também LOL).

5) “Ah, eu não gosto de Linux”

Aprenda Linux. Use Linux. Se envolva com a comunidade. Infelizmente 90% dos alunos não usam Linux pois o Windows “é mais fácil” ou “não tem as ferramentas que preciso”. Alguns são até mais otimistas e instalam o Linux em dual boot com o Windows. Porém NUNCA usam Linux.
Só tem uma forma de você aprennder Linux e foi assim que fiz quando usei pela primeira vez o Conectiva Marumbi (alguém lembra??). Remova o Windows e instale somente o Linux em seu computador.
Calma, não estou falando para você nunca mais usar o Windows não. Estou falando para você usar o Linux diariamente por 6 meses ou 1 ano. E use uma distribuição mais pura como o Debian para que você tenha um pouco de trabalho nas configurações 😉
Quando lancei meu curso de Terminal Linux cheguei a escutar de um formando que “é legal mas você nunca irá usar isso”. Não vou nem comentar, mas só um fato que aconteceu comigo em 2007 quando entrei em uma empresa de software. Eu era o único analista da empresa que sabia Linux e por isso fui escolhido para trabalhar dentro do cliente pois eram projetos envolvendo servidores onde acabei tendo contato também com HP-UX e outros UNIX.
Se você quiser usar Windows ou Mac em sua casa é só com você essa decisão, apenas acredito que você não pode sair de um curso superior na área de sistemas sem conhecer Linux.
E quem sabe, como já vi acontecer, você gosta do contato e o utiliza como sistema principal?

Lembre-se de não dar desculpas mas se comprometer com seu crescimento.
Não fez o trabalho? Não invente desculpas para seu professor, ele já foi aluno e sabe e conhece MUITO BEM alunos empenhados e outros que levam o curso de forma mais tranquila e sem se envolver. Você não está enganando ninguém.
Comprometa-se com seu aprendizado e evolução. Estude, crie um cronograma semanal e gaste algumas horas revisando, programando e testando. Não tenha vergonha de pedir ajuda para os seus colegas e professores.
E importante, divirta-se! Você está fazendo Sistemas de Informação porque gosta e escolheu esse curso. Então vá devagar e aproveite a paisagem 😉

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